Exponencialidade e Educação



Já estamos na era da exponencialidade, onde tudo acontece de forma extremamente rápida: informações disponíveis se multiplicam nas redes a cada minuto; novas soluções para doenças são descobertas diariamente; novos robôs e máquinas automatizadas entram em campo para trazer soluções diferenciadas; supercomputadores fazem o trabalho que antes era manual. Mas ainda assim somos parcialmente cegos para o futuro.


No último dia 11 de junho participamos do SingularityUBrazil Summit, evento internacional que trata de inovação e futurismo, trazendo tendências que estão mapeadas em vários campos, dentre eles, na educação e futuro das profissões.


E foi muito interessante aprender sobre tecnologias sendo desenvolvidas para apoiar um aprendizado mais alinhado a esse futuro superconectado, tecnologias inclusivas que apoiam crianças com todos os tipos de necessidades a terem um aprendizado igualitário.


Vários exemplos foram apresentados, de como a máquina substituirá o ser humano em tarefas de programação, cálculos, tradução, entre outros.  Mas todos os estudos mostram que as máquinas jamais poderão substituir a interpretação, o emocional e o ser empreendedor dos humanos.


As pessoas contarão muito com os supercomputadores para fazerem boa parte do trabalho que executam hoje e, ficarem mais livres para focarem naquilo que só nós, seres humanos, podemos fazer, para termos mais tempo livre.


Mas este avanço acelerado de máquinas, robôs automatizados entrando em nossas vidas, requer uma ruptura com o modelo tradicional de ensino.  As competências que serão necessárias para assumir as novas profissões que aparecerão passam longe de decorar textos de história e geografia para uma prova – teremos todas as informações que quisermos, em tempo real a nosso dispor e de modo muito mais automático do que temos hoje – imagens em realidade aumentada aparecerão à nossa frente, com um simples comando do cérebro.


Assim, precisamos, desde já, começar a preparar nossas crianças para desenvolverem habilidades como o raciocínio lógico, a psicomotricidade, trabalhar seu emocional, seus sentimentos, autoconfiança, criatividade, interpretação, que possam ser flexíveis o suficiente para transcenderem a si próprias e repensar o que já estava estabelecido.  Esses serão os jovens profissionais do futuro.


E, não é por mera coincidência que, na edição #11 da nossa Revista Maple Bear, trazemos uma matéria que fala exatamente sobre estas profissões do futuro e, como a metodologia canadense que aplicamos está completamente alinhada ao futuro exponencial. Vale a leitura!


A principal mensagem que fica, de todas as palestras que assistimos no Singularity, de todos os cases que foram apresentados, e que queremos deixar para vocês, pais destas crianças do futuro, é que precisamos continuar a sentir, investir no equilíbrio das emoções, estimular os relacionamentos fora do mundo virtual, tratar o acerto e erro como coisas naturais, para que deixemos florescer cada criança a seu modo, como um ser único, mas todas maravilhosamente seres humanos e não máquinas.


Estamos juntos neste propósito!


Direção Geral

Maple Bear Tijuca

Rio de Janeiro

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